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UFMA: Feminicídio é tema do último dia do Seminário do Fórum de Enfrentamento às Violências de Gênero

UFMA: Feminicídio é tema do último dia do Seminário do Fórum de Enfrentamento às Violências de Gênero

 

SÃO LUÍS – O Seminário sobre Violência de Gênero, promovido pelo Fórum de Enfrentamento às Violências, encerrou os trabalhos nesta quarta-feira, 17, no Auditório Central da UFMA, com mesa-redonda intitulada “Feminicídio: aplicabilidade da Lei com perspectiva de gênero no Maranhão”.

O crime de feminicídio ocorre por uma motivação norteada por sentimentos de ódio, desprezo, prazer ou por sentimento de propriedade sobre as mulheres. Para os pesquisadores, representa o extremo do terror contra a mulher, incluindo abusos verbais e físicos, estupro, tortura, escravidão sexual, espancamento físico e emocional, assédio sexual, mutilação genital, etc.,

“A aplicabilidade da Lei do Feminicídio, somada à lei Maria da Penha, é uma conquista na luta pelo fim da violência praticada contra a mulher, que é uma violação dos direitos humanos e culturalmente se embasa na valorização e centralização do poder masculino, em detrimento do feminino”, ressaltou a representante da ONU – Mulher, Wânia Pazinato.  

O evento contou também com a presença da reitora da UFMA, Nair Portela, da secretária de estado, Laurinda Pinto, profissionais de diversos órgãos municipais e estaduais, além de professores e estudantes da UFMA. Para Nair Portela, o seminário foi bastante positivo, em função do nível e da abrangência das discussões.

“O seminário permitiu a apresentação de diferentes pesquisas realizadas sobre a violência, o que é muito importante para a nossa comunidade. Portanto, encerramos este evento com saldo positivo. Posteriormente, teremos mais cursos de extensão para fortalecer essa luta que é de todos e todas”, avaliou a reitora.

Para a secretária de estado da mulher, Laurinda Maria, o órgão fará tudo que puder para fortalecer a luta contra a violência. “Essa união entre as instituições deve prevalecer, para continuarmos no enfrentamento das violências, principalmente dentro das universidades, que são espaços onde esse tipo de prática precisa ter fim, porque são instituições formadoras”, lembrou.

Na opinião da coronel da Policia Militar do Maranhão, Augusta, as expectativas foram alcançadas. “Estamos saindo daqui com as melhores ideias. Este trabalho de enfrentamento às violências de gênero é muito importante, por isso devemos estar sempre em sintonia, porque o combate à violência só se faz em conjunto”, analisou.

As próximas ações do fórum para tentar intervir e propor soluções a todas as práticas de violência já foram definidas. Serão oferecidos dois cursos de extensão: um sobre violência de gênero e outro acerca do racismo e homofobia.

Saiba mais

O Fórum de Enfrentamento às Violências de Gênero foi instituído em 12 de abril pela reitora Nair Portela, por meio da portaria GR n° 240 – MR, e tem por objetivo promover o debate e a intervenção qualificada no enfrentamento às práticas de violência contra a mulher, LGBTfobia, racismo e xenofobia. Visa, ainda, à superação e à consolidação de práticas voltadas à proteção dos direitos do ser humano.

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