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PERSEGUIÇÃO: Carcará não teve peito para aceitar denúncia contra Aécio, mas admitiu contra seis senadoras que ocuparam a Mesa

PERSEGUIÇÃO: Carcará não teve peito para aceitar denúncia contra Aécio, mas admitiu contra seis senadoras que ocuparam a Mesa

  • Senador maranhense acatou o pedido de denúncia em tempo recorde; Conselho ainda não tem data para analisar a acusação

    O presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), aceitou em tempo recorde a denúncia do senador José Medeiros (PSD-MT) contra as senadoras  Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI), Ângela Portela (PDT-RR) e Lídice da Mata (PSD-BA). O documento protocolado na terça, 11, e assinado por mais 14 senadores diz respeito a “quebra de decoro” e pede processo disciplinar das senadoras por terem ocupado a tribuna do senado para impedir a votação da reforma trabalhista.

    Após sete horas de protesto no plenário e nenhum acordo, a sessão foi reaberta às 18h45, final da tarde e início da noite. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE) chegou a cogitar mover a votação para outra dependência do Senado, caso as senadoras não liberassem a tribuna.

    A denúncia foi aceita hoje pelo presidente do Conselho, que afirmou que a ação indica quebra de decoro, o que será investigado pelo Conselho de Ética do Senado. Se caso os membros entendam que a ação é fundamentada, as senadoras podem perder o mandato temporariamente ou definitivamente.

    O Conselho ainda não tem data para analisar a acusação.

    A RESISTÊNCIA

    Questionada sobre o motivo da ocupação da tribuna, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que a bancada feminina representava as mulheres trabalhadoras e que elas tinham, sim, o direito de tomar a atitude que achassem mais adequada.

    “Nós não consideramos que o Senado da República tenha legitimidade para fazer esta reforma. Primeiro que os senadores que estão aí não se elegeram discutindo e debatendo essa reforma com o povo. Estão aproveitando um golpe para fazer essa reforma”, lamentou a líder.

    Gleisi ainda ressaltou que o Congresso não pode funcionar como se a crise no país não estivesse acontecendo.

    “Isso nós não podemos aceitar. Não nos restou outra alternativa. Nós tomamos todas as medidas regimentais, mas não íamos conseguir. E numa situação de anormalidade você tem que fazer uso de gestos e de posturas anormais”, declarou.

    Para a senadora, o mínimo que pode ser feito pelo Governo é garantir o direito das mulheres trabalhadoras, das grávidas e das lactantes.

    “Quem está prometendo vetos? Um presidente que não está nem se segurando? Aí vai entrar quem, um outro que já disse que estas reformas não são o suficiente? De jeito nenhum, aqui ninguém tem palavra”, criticou a senadora.

    (Do Política Real)

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