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MARANHÃO: SEIS CANDIDATOS VÃO DISPUTAR O GOVERNO DO ESTADO E TEMPO DE PROPAGANDA ESTÁ DEFINIDO

Desenho de urna eleitoralChegado o prazo final de realização de convenções, o cenário das eleições majoritárias de 2014 no Maranhão já está definido. Serão seis candidatos ao Governo do Estado e duas grandes coligações. O peemedebista Lobão Filho reúne 18 partidos e o comunista Flávio Dino, nove. Em candidaturas próprias sairão Luís Antônio Pedrosa (PSOL), Saulo Arcangeli (PSTU), Josivaldo Corrêa (PCB) e Zé Luis Lago (PPL).

Os eleitores poderão conhecer melhor os candidatos a partir do dia 19 de agosto, quando terá início a propaganda eleitoral por meio de rádio e televisão, apesar de que nas ruas a campanha já poderá ser vista a partir do dia 6 de julho. O tempo que cada pretenso governador terá ainda não está definido. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) esse dado será fornecido no inicio de agosto, quando já houver o registro de todas as candidaturas e o sorteio de emissora geradora. Enquanto isso, os especialistas em Direito Eleitoral fazem projeções, levando em consideração o número de partido de cada coligação e o número de representantes dos partidos na Câmara de Deputados.

Os candidatos

Sem nunca ter disputado uma eleição – em 2008, Lobão Filho assumiu o mandato de senador por ser suplente de seu pai, Edison Lobão, que se afastou para assumir o Ministério de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff – Lobão Filho tornou-se candidato no inicio de abril, quando substituiu o ex-secretário de Estado da Infraestrutura do Governo do Maranhão, Luis Fernando Silva (PMDB), que era o pré-candidato governista.

De lá pra cá, assegura ter conquistado o apoio de 196 prefeitos, 30 deputados estaduais e 12 deputados federais. A sua coligação, com 18 partidos (PMDB, PTdoB, PT, PV, PRB, PSDC, PRP, PMN, DEM, PHS, PSD, PRTB, PEN, PSC, PTB, PSL, PR, PTN), pode garantir cerca de 9 minutos e 27 segundos em tempo de propaganda eleitoral diária de rádio e televisão. “Temos o maior tempo na propaganda partidária eleitoral gratuita e isso é muita vantagem. Não adianta termos todo esse tempo se não tivermos conteúdo para apresentar ao eleitor e nós temos”, explicou Lobão Filho.
Já Flávio Dino (PCdoB), abdicou da carreira de magistrado para entrar na política, como deputado federal. Esta é a terceira disputa majoritária que participa (2008 tentou ser prefeito de São Luís, mas perdeu para João Castelo (PSDB) e em 2010 candidatou-se, mas Roseana Sarney (PMDB) ganhou o Governo) e desde a última eleição, anunciou que estaria na disputa novamente.

Liderando as pesquisas, Flávio Dino conquistou a apoio de oito partidos (PDT, PPS, PSDB, PSB, PTC, PP, PROS, SD), da ala não governista do PT do Maranhão, a Resistência Petista, e de movimentos sociais, formando uma frente dos partidos de oposição – muito semelhante a que elegeu Jackson Lago governador, em 2006), chamada Partido do Maranhão. A coligação pode dar ao comunista 5 minutos e 58 segundos.
Mesmo antes do período eleitoral, Flávio realizou encontro políticos em vários municípios do estado, o que o fez mais conhecido. “A expectativa é a melhor possível porque nós fizemos um grande movimento na pré-campanha, chamado diálogos pelo Maranhão, que percorreu mais de 120 cidades, reuniu mais de 40 mil pessoas, discutindo ideias e propostas. Nós temos hoje um programa de governo de grande qualidade e nós tivemos uma convenção que reuniu 10 mil pessoas de todo o estado”, apontou, otimista, Flávio que diz querer usar o tempo de rádio e televisão para apresentar suas propostas de mudanças. “O objetivo de mostrar que um outro Maranhão é possível”, declarou.

O PSOL lançou o advogado e militante dos Direitos Humanos, Luis Antônio Pedrosa, ao Governo do Maranhão. O partido coligaria com PSTU e PCB, fazendo uma chapa de ultra-esquerda. No entanto, as siglas optaram por candidaturas próprias, mas manterão uma postura amigável durante as eleições pelas afinidades políticas.

Certo de que não utilizará os métodos de campanha de tradicional – com financiamento privado – e com pouco tempo de propaganda – aproximadamente de 1 minuto e nove segundos –, o PSOL utilizará outros métodos de se fazer se reconhecido pelo eleitor. “Teremos um pequeno tempo de TV, acredito que cerca de um minuto, mas que será suficiente para veicular uma mensagem de esperança em um novo tipo de política. Utilizaremos as redes sociais e a criatividade para mobilizar o povo em torno de um debate político, mas crítico e conscientizador, a cerca do papel da política para a libertação dos mais pobres, excluídos e do cidadão de bem, que sonha em varrer a corrupção da política”, explica Antonio Pedrosa.

O PSTU e PTC terão 1 minuto e 5 segundos cada. No sábado (28), os dois partidos realizaram suas convenções, optando pelo o professor universitário Saulo Arcângeli (PSTU) e o professor Josivaldo Correa Silva (PCB). Em conversa com O Imparcial, Saulo relatou que espera ter espaço nos meios de comunicação para aproximar-se do eleitor e disputar em condições iguais que os demais candidatos. “Os jornais já polarizaram a eleição, deixando entre dois candidatos. Espero que tenhamos espaço nos jornais”, relatou o candidato do PSTU. Já Josivaldo, “não vamos dizer aqui que vamos mudar o Maranhão ou o Brasil com propostas mirabolantes. Antes precisamos bater em uma questão-chave: que á questão do sistema econômico, das grandes empresas, do agronegócio, da macroeconomia. Essa postura nos leva a fazer uma campanha de conscientização do eleitor maranhense”, afirmou.

O PPL também terá apenas 1 minuto e 5 segundos, com Zé Luís Lago na disputa ao Governo. O grande trunfo do candidato é relação familiar com o ex-governador Jackson Lago, de quem era irmão mais novo. Ele esteve no último sábado (28), na convenção do ex-governador de Pernambuco e disse: “Terei em meu programa partidário, o apoio de um grande nome da política nacional, o Eduardo Campos”. O diferencial de sua candidatura, de acordo com ele, é a possibilidade de dar palanque puro ao candidato a presidente do PSB, Eduardo Campo (PSB). Ainda que Flávio tenha na coligação o PSB, o que o torna apto a apoiar Campo, recebe o apoio do PSDB (do candidato Aécio Neves) e, em nível nacional é da base aliada do PT de Dilma, dando palanque a três candidatos a presidente.

DE O IMPARCIAL

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