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DUPLA DO ATRASO: Chapa Sarney Filho e Lobão mostra o eterno atraso da bancada maranhense no Senado

DUPLA DO ATRASO: Chapa Sarney Filho e Lobão mostra o eterno atraso da bancada maranhense no Senado

Como já era esperado, o senador investigado Edison Lobão (PMDB) vai realmente tentar a reeleição em 2018. Ele teria declarado ontem (31), durante evento com o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), a pretensão de renovar o mandado como parlamentar por mais oito anos. Lobão foi eleito pela primeira vez senador da República há 23 anos, em 1994.

Com a confirmação, os membros remanescentes da oligarquia configuram uma chapa para a Câmara Alta brasileira que repete a velha dupla Sarney/Lobão, já que o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), realizou em junho o pré-lançamento oficial de sua candidatura ao Senado.

Como apontam as últimas eleições, esse formato não agrada mais aos maranhenses. Em 2014, o então candidato ao Senado, Roberto Rocha (PSB), prometeu aos eleitores que acabaria com o domínio do grupo Sarney no Maranhão, e com total apoio da chapa que elegeu Flávio Dino (PCdoB) governador, derrotou Gastão Vieira (PROS), nome lançado pelo grupo Sarney ao Senado na época.

O que a população não esperava é que, com menos de um ano de mandato, Rocha romperia com Dino para aliar-se ao clã Sarney, retornando ao grupo político do seu pai, o ex-governador Luiz Rocha, no qual se criou, conviveu por anos e saiu por conta de interesses contrariados.

Rocha pretende tentar o governo do Estado em 2018 e enfrentar a boa popularidade do seu hoje inimigo, Flávio Dino. De acordo com o Instituto Exata, a gestão Dino aparece com 65% de aprovação entre os maranhenses. A reeleição do comunista é dada como certa.

Rocha, ou Asa de Avião como é apelidado, não cumpriu a promessa que fez nas eleições de 2014 e hoje caminha junto com a oligarquia Sarney, sendo inclusive reconhecido como um dos principais apoiadores do presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso. Os eleitores não esqueceram o boicote de Roberto Rocha ao povo do Maranhão e até agora, conforme apontam as últimas projeções para 2018, ele aparece apenas com uma média de 6% das intenções de votos.

A chapa Zequinha Sarney e Lobão em 2018 representa o ‘mais do mesmo’ na política do Maranhão: políticos inoperantes, envolvidos em escândalos de corrupção e que vêm compondo a bancada maranhense no Senado desde a redemocratização do país, sempre sob a tutela da oligarquia.

Lobão responde a vários inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por esquemas de corrupção investigados pela Lava Jato. Se ele não for reeleito, perde foro privilegiado e poderá será julgado ou até mesmo condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações da operação em Curitiba (PR).

Sarney Filho também precisa manter-se em cargo político para garantir imunidade. Tabela da delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, cita que o ministro teria recebido R$ 400 mil em propina. Licenciado para ocupar o cargo de ministro do governo Temer, Zequinha é deputado federal desde 1982 e está agora em seu oitavo mandato como parlamentar.

Em 2014, Roberto Rocha se aliou a um candidato de oposição à oligarquia e na época conseguiu ludibriar os eleitores garantindo que seria “o senador da mudança”. Com o passado marcado por denúncias e atuações políticas pífias e obsoletas, Sarney Filho e Edison Lobão não poderão usar de forma alguma essa manobra contra os maranhenses.

Do Marrapá

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